terça-feira, 22 de novembro de 2011

Resumo da 3ª Jornada Quintos x Ficalho

Campeonato Distrital do Inatel (Taça Fundação Inatel)
3ª Jornada
C.C.D.Quintos – 1/  UAI de Ficalho – 2

Realizou-se no último sábado, 12 de Novembro a 3ª jornada da Taça Fundação Inatel, jornada essa em que recebemos no nosso campo a equipa da Associação UAI de V.V. de Ficalho. Este jogo antevia-se  difícil para as duas equipas, não só pela qualidade das mesmas, mas também pelo conhecimento mútuo existente entre elas, uma vez que nesta época desportiva, era a 3ª vez que se encontravam, embora esta fosse a primeira em termos oficiais.
Numa tarde de sol mas com um vento muitíssimo forte e para quem conhece, soprando da baliza “de baixo” para a “de cima”, fazendo talvez anunciar o temporal de Domingo à noite, num campo bem tratado e “fofinho”, encontraram-se as duas equipas, tendo o “nosso Quintos” apresentado a seguinte constituição:
12 – João Mateus; 14 – Nelson (Daniel Silva 50’); 3 – Nuno “Rato”; 4 – Filipe; 5 – David (J. Vaz aos 40’); 6 – Bina (A. Carlos aos 68’) ; 7 – Daniel Medeiro (J. Ralha aos 72’) ; 9 – Paulinho (André aos 55’ );  10 – Marco Santos; 18 – José Bicho; 20 – Nuno Felizardo (Ismael aos 40’).
Suplentes: 1 – Nelson Charrua; 2 – João Vaz; 8 – João Ralha;  13 – António Carlos; 15 – Daniel Silva; 16 – Ismael; 17 – André Mestre.
O jogo teve o seu inicio sob as condições atmosféricas referidas atrás, tendo saído a equipa do Ficalho, o que indicia que quem escolheu o campo fomos nós, esquecendo-nos talvez daquela máxima tantas vezes referida de que “candeia que vai à frente ilumina duas vezes” ou então, como não treinamos, esperando que o vento na 2ª parte nos possibilitasse a compensação desse aspecto. Mas como nós costumamos dizer, está escolhido… está escolhido! Devemos dizer no entanto que o provérbio atrás referido fez juízo ao seu sentido. Foi muito difícil jogar contra o vento e acima de tudo contra uma das melhores equipas da nossa série. Aliado a isso  “ o nosso Quintos” fez talvez a pior 1ª parte desta época. Tínhamos grande dificuldade na recuperação da bola, não nos conseguíamos organizar nem acertar na marcação e muito menos em sair para o ataque com algum perigo. Não foi portanto só o vento a contribuir mas também a forma como entrámos no jogo e acima de tudo a qualidade do adversário que soube e muito bem, aproveitar esses aspectos.
Foi assim que passámos por alguns momentos difíceis durante a 1ª parte, fruto da boa dinâmica da equipa adversária, assente num bom meio campo, dois bons alas e talvez no melhor Ponta de Lança do Campeonato Distrital do Inatel, com algum potencial para outras ” aventuras “, assim ele queira. Tentávamos sair, colocar em prática as nossas “ estratégias”, equilibrar o jogo e chegar com algum perigo à baliza do Ficalho, mas faltava-nos algo mais. Foi precisamente nesses momentos que o adversário em rápidos e perigosos contra ataques nos criou situações complicadas. Assim podemos referir, aos 7’, um livre apontado pelo capitão Flávio acerca de 30 metros da baliza que esbarrou na trave; aos 10’ um canto com a bola a ser cabeceada para a baliza e o João Mateus a responder com uma grande defesa de novo para canto. Seguiram-se uma série de cantos, fruto também do fortíssimo vento que se acentuou a partir dos 10 minutos de jogo, cantos esses que apesar das dificuldades criadas (muitas!) não resultaram em verdadeiras situações de golo. Por ironia, foi precisamente após um canto a nosso favor, que sofremos o primeiro golo aos 13’. Após recuperação da bola pelo G.R. esta foi batida rapidamente e atacada na disputa com o nosso defesa pelo avançado do Ficalho, que ganhando o ressalto e ainda distante da área, arriscou o remate ao qual correspondeu o nosso G.R. com uma grande defesa para a frente. Na recarga  a equipa do Ficalho chegava ao golo, merecido, diga-se de passagem. Estava feito o 1 a 0.
Na sequência, conseguimos equilibrar um pouco mais o jogo. Promovemos de novo algumas alterações posicionais com troca entre os jogadores e conseguimos alguns cantos que diga-se não resultaram em perigo verdadeiro. Esse vinha sempre da matreirice da  equipa adversária que apanhando-nos descompensados e com o vento pelas costas, chegava rapidamente à zona de finalização, embora não se registassem oportunidades de golo feito. Foi num desses cantos (33’) e quando o Ficalho saía de novo para o contra-ataque, que o seu capitão (Flávio), ainda dentro da área, controla a bola com a mão. Penalty sem margem para dúvidas e que ninguém reclamou. Chamado a converter, o nosso jogador, Daniel Medeiro, atirou para o lado esquerdo do G.R. com este a responder com uma grande defesa para a frente, tendo a recarga surgido para fora. Desperdiçava-mos assim a grande oportunidade surgida até aí para o nosso lado. Não desistimos e aos 38’, após uma boa jogada, agora nós em contra ataque, por intermédio do Paulinho, este ofereceu a bola ao colega José Bicho que rematou ainda de fora da área, fazendo a bola passar a rasar o poste esquerdo da baliza ficalheira. Chegava em seguida o intervalo e outras perspectivas se abriam para a 2ª parte.
Ao intervalo fizemos duas alterações e “ajudados” também pelo vento ou talvez porque as substituições resultaram, assumimos o jogo e começamos a criar algum perigo. Com esta postura acabámos por “destapar” atrás e o Ficalho acabou por aproveitar essa ousadia. Aos 45’, Ameixa atira às malhas laterais, quando isolado poderia ter feito mais. Seguem-se alguns contra-ataques perigosos em resposta a algum domínio territorial da nossa equipa, embora sem consequências. Aos 53’ e na sequência de um canto, surge para nós o momento decisivo do jogo. É um daqueles lances que tantas vezes surgem nas áreas entre os defesas e os avançados, muitas vezes sem que se dispute a bola (como foi o caso) e que o árbitro entendeu punir como  falta passível de grande penalidade. Foi penalizador para o Daniel Medeiro, pois para além de ter falhado uma grande penalidade, viu uma acção normal de jogo em que também foi agarrado ser punida com um pontapé dos 11 metros. Ameixa não se fez “rogado” e o 2 a 0 estava alcançado. Começou talvez aí um conjunto de asneiras da equipa de arbitragem que se traduziu em cerca de 8 cartões amarelos repartidos pelas duas equipas (muitos injustificados) e que culminou numa grande penalidade, aos 65’ a favor do Quintos, “supostamente” por falta sobre o Marco Santo, que caiu na área entalado entre dois adversários. O mesmo Marco Santos reduziu para 1 a 2. A partir daí foi o “tudo por tudo” da nossa equipa. Criámos algumas situações de perigo onde algo mais se poderia ter conseguido, mas sempre com respostas perigosas em contra ataque do adversário. Neste conjunto de situações destacamos aquelas mais evidentes e que se resumem a um remate perigoso na esquerda do ataque do Ficalho (67’), ao qual o João Mateus responde com uma boa defesa a dois tempos; uma boa jogada de envolvência da nossa equipa com a bola a ser metida no José Bicho, solto na “meia lua” e com a baliza aberta a colocar no canto mais distante do guarda-redes (70’), fazendo-o  tão bem e  de tal forma que a bola acabou por sair a rasar o ângulo  e a situação criada pelo Nuno “Rato”, que isolado e  descaído para o seu melhor pé, dentro da área, perde o momento exacto do remate (75’). Estes últimos 15 minutos foram de uma supremacia evidente da nossa equipa e com uma entrega total dos nossos jogadores o que nos deixa um enorme “amargo de boca” pelo resultado final.
Podíamos ter conseguido e merecíamos um outro resultado. Mas também reconhecemos que o adversário se apresentou em Quintos sabendo aquilo que queria e conhecedor da equipa que tinha pela frente, soube levar a “água ao seu moinho”. Talvez a equipa com o desempenho menos conseguido em campo, tivesse sido a de arbitragem, pelos erros cometidos e pela forma como estes influenciaram o resultado final. Mas todos nós falhamos! Eles de certeza absoluta que não o fizeram intencionalmente. Aconteceu! Para a próxima será melhor.
Como sempre uma palavra para o adversário. Uma boa equipa que pela qualidade de jogo que apresentam  e também pela qualidade de alguns jogadores que a representam, valorizam de sobremaneira este campeonato Distrital do Inatel e esta Série D. Continuem assim.
Para o C.C.D. Quintos? A nossa entrega, a nossa atitude e garra em campo (atenção que não treinamos!) deixam de certeza nos adversários alguma “inveja” e  admiração. Sabemos que melhores dias virão. Qual é a equipa que faz em média seis substituições por jogo e não quebra? Nós! Isso é sinónimo de que os 25 são muito parecidos e que a equipa mantêm, independentemente dos jogadores convocados, o mesmo nível competitivo. Até esta jornada apenas 4 atletas não foram utilizados oficialmente, sendo um deles o G.R Nelson Charrua que apesar disso, tem integrado todas as convocatórias. Destes, dois serão utilizados na próxima jornada. Ficará a faltar o Bruno. Para ele um conselho. Não desistas! Só tens 16 anitos e muito tempo para aprender com os teus colegas. A tua oportunidade há-de chegar.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Resumo da 2ª Jornada Salvadense x Quintos

Campeonato Distrital do Inatel (Taça Fundação Inatel)
2ª Jornada
S.R. Salvadense: 1 – C.C.D. Quintos: 0

Realizou-se no sábado, dia 5 de Novembro, pelas 15 horas, no Campo “Terras de Pão” em Salvada, o jogo da  2ª Jornada do Campeonato Distrital do Inatel, Série D, onde a nossa equipa defrontava a equipa da casa, o Salvadense, reatando assim um derbi que oficialmente não se realizava desde “ o século passado”, ou seja desde os anos 90, altura em que o nosso adversário passou a integrar os Campeonatos Distritais da A.F. Beja.
Numa tarde de inverno, bastante fria e com uma forte chuvada caída ainda durante o período de aquecimento e com uma assistência que muitos clubes dos campeonatos distritais, ou mesmo nacionais, não desdenhariam, a nossa equipa apresentou-se com os seguintes elementos:
12 – Mateus; 15 – Daniel Silva (Nelson aos 70’); 3 – Carlos Silvestre (Nuno “Rato” aos 40’); 4 – Filipe Felizardo; 5 – David (Nuno Felizardo aos 65’); 6 – Bina; 7 – Daniel Medeiro; 22 – João Bento (João Vaz aos 55’); 9 – Paulinho (André Mestre aos 40’); 10 – Marco Santos; 11 – Aurel (José Bicho aos 50’).
Suplentes: 1 – Nelson Charrua; 2 – João Vaz; 14 – Nelson Gatinho; 16 – Nuno “Rato”; 17 – André Mestre; 18 – José Bicho; 20 – Nuno Felizardo. Ficou como 19º jogador e por isso fora dos jogadores que se equiparam, o nosso jovem atleta João Ralha. Força João, outras oportunidades surgirão e não esqueças que somos 25. Outros 6 colegas também ficaram fora dos convocados.
Foi árbitro deste encontro, o senhor Luís Barriga e sua equipa de arbitragem. O jogo teve o seu inicio com o campo muito pesado, fruto da bátega de água caída antes do jogo, mas que não alterou de forma significativa o estado do terreno, que se apresentou em óptimas condições para os “artistas” em campo. Mais uma vez, começámos um jogo algo nervosos e com algumas dificuldades de encaixarmos no nosso próprio sistema de jogo. Isso levou-nos a passar, sem necessidade, por alguns momentos difíceis, sem que conseguisse-mos responder de forma consistente. Por isso mesmo, os primeiros momentos do jogo e o domínio de grande parte da 1ª parte  pertenceu ao Salvadense, que sabendo esperar pelas nossas “tentativas” de organização ofensiva, recuperando a bola, desenvolvia perigosos ataques, principalmente pelo seu lado esquerdo, fruto também de algum desacerto que esse nosso sector revelou  nessa fase do jogo. Assim as jogadas mais complicadas aconteceram por aí, das quais registamos: Aos 5’ uma boa jogada de envolvência com o jogador do Salvadense a aparecer na cara do nosso G.R. embora em fora de jogo muito bem assinalado pelo Fiscal de Linha; aos 8’ nova jogada de perigo finalizada pelo nº20 do Salvadense para fora; aos 18’ e após um erro de marcação, o mesmo jogador, entrando pelo nosso lado direito, rematou forte e colocado para uma grande defesa do nosso G.R. João Mateus, tendo a bola ainda roçado  ligeiramente a trave. Tudo isto acontecia sem uma reacção minimamente perigosa da nossa equipa. Após algumas alterações posicionais e reposicionamentos que fizemos no meio campo, equilibrámos o jogo e aos 32’, após alguns ameaços, conseguimos a grande oportunidade da 1º parte, com o Aurel a passar pela defesa adversária, a fintar o G.R. e a rematar para que o defesa do Salvadense (Gonçalo) cortasse a bola quando esta caminhava para a baliza. Tinha-mos o jogo agora sim controlado, mas eis que quando não se esperava, o adversário chega ao golo. Foi quanto a nós e mesmo parte da equipa adversária um golo ilegal. Nasceu de um livre marcado (36’) ainda no meio campo do Salvadense para a entrada da nossa área. Os nossos centrais atacaram ao mesmo tempo a bola tendo esta ressaltado e sido recuperada pelo Filipe que após ter a mesma controlada é empurrado pelas costas, tendo o atleta do Salvadense posteriormente atirado a bola para a baliza, enquanto os nossos jogadores pediam e esperavam, muito justamente, pela marcação da  falta. O árbitro não entendeu assim (notou-se que teve dúvidas) e estava feito o golo do adversário. Até ao final da 1ª parte nada de mais significativo aconteceu.
Ao intervalo procedemos a duas alterações de imediato no sentido de dar alguma velocidade à equipa e também alguma consistência em termos defensivos, dados os riscos que iríamos tomar. Entrou o André para a direita e o Nuno Rato para central e que dada a sua experiência, qualidade e leitura de jogo, proporcionou uma outra forma de abordar o jogo à equipa. Assim foi. Tornámo-nos mais perigosos, assumimos as despesas e o controlo do jogo, mesmo contra o vento forte que se fazia sentir e a estratégia assumida pelo adversário. O Salvadense, de forma, entendemos nós, incompreensível, começou a queimar tempo com jogadores a cair para serem assistidos, demoras nas reposições, etc. Para uma equipa que treina! Mas deixemos isso. O Quintos continuou sempre a ser a equipa mais perigosa durante toda a 2ª parte. No adversário apenas registamos dois pontapés de livre marcados a meio do nosso meio – campo que passaram muito acima da trave e uma jogada de ressaltos após um canto que se perdeu pela linha final. De resto o João Mateus não fez uma única defesa. Quanto a nós, fazendo talvez a melhor 2ª parte desta época, considerando também a pré época, ao qual não foram também alheios os jogadores que entraram (o que prova o equilíbrio do plantel), continuámos em ataque continuado e como não podia deixar de ser a criar oportunidades de golo. Entre elas registamos: Aos 50’, após um canto e várias tentativas de finalização, a bola perde-se junto ao poste direito da baliza do Salvadense sem que ninguém a desviasse para a baliza; aos 60’, o André é rasteirado à entrada da área quando se isolava para a baliza (houve amarelo mas a cor poderia ser outra); aos 65’ e após um livre do lado direito do nosso ataque, um defesa adversário cabeceia a bola para a sua área, aparecendo o João Vaz na cara do G.R com a bola controlada para golo, tendo sido marcado pelo fiscal de linha, fora de jogo. Mesmo que estivesse, (não estava!) usufruía de um atraso do defesa. Aos 70’, talvez o grande momento do jogo. Jogada pelo nosso lado direito com um excelente cruzamento para a cabeça de Nuno “Rato”, com este a responder para golo, não fosse a extraordinária defesa do jovem G.R. do Salvadense que num golpe de rins conseguiu desviar a bola para cima da sua baliza. Muito bem os dois jogadores. Imediatamente a seguir (73’) de novo Nuno “Rato” agora isolado, embora descaído para a esquerda e quando tinha tudo para fazer o golo, atira ligeiramente acima da trave. Continuámos a atacar e a arriscar tudo por tudo mas o nosso adversário, aproveitando a experiência e astúcia dos seus jogadores, soube manter a sua baliza inviolável.
Foi uma derrota que não merecemos. Talvez o empate, apesar de tudo, pudesse ser o resultado mais justo, mas isto é o futebol. Saímos de cabeça levantada e com o sentimento do dever cumprido, onde as máximas do nosso grupo foram respeitadas: dignidade, atitude, respeito e competitividade. Continuando assim, com esta entrega não será fácil sair-mos sem a vitória de qualquer campo. Parabéns equipa.
Apesar de tudo, ainda consideramos que não foi pelo Sr. Luís Barriga que perdemos. No fundo a sua arbitragem não deixou de estar ao seu nível, um dos melhores árbitros do Inatel. Agora o fiscal de linha do lado oposto aos bancos… esse deixou muito a desejar. Compreendemos! Era novinho e depois havia muita gente estrategicamente colocada atrás dele.
Uma palavra para o Salvadense. Boa equipa, que pode e tem qualidade para ir longe neste campeonato. Mantenham-se humildes e cientes de que os jogos se ganham dentro do campo com entrega, atitude do 1º ao último minuto e acima de tudo muito respeito para com os adversários. Força rapaziada!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Resumo da 1ª Jornada Quintos x Brinches

Campeonato Distrital do Inatel (Taça Fundação Inatel)
1ª Jornada
Teve o seu inicio no sábado, 29 de Outubro de 2011, mais uma edição do Campeonato Distrital do Inatel, agora designado como Taça Fundação Inatel, competição esta onde o nosso clube participa pela 36ª época consecutiva, nos seus 37 anos de existência. Este ano, conforme o sorteio o indicou, integramos a Série D, juntamente com a S.R. Salvadense, Louredense F.C., UAI de Ficalho, G.D. Neves, C.D. Sobral de Adiça, A.J. Brinches e S. Luso Serpense.
Na 1ª Jornada, defrontámos em casa, a A.J. de Brinches. Era um jogo que receávamos, não por falta de confiança nos atletas que constituem o plantel do C.C.D de Quintos, mas mais pelo desconhecimento do adversário e também, por tudo o que costuma estar inerente a um 1º jogo, passando pelo assumir da competição, agora sim a sério, após um mês e meio de jogos com carácter de treino, onde se tornou necessário gerir um conjunto de jogadores de forma a constituir o plantel definitivo para o presente campeonato.
Num sábado soalheiro e num campo bem tratado e apetecível para uma “jogatana” de futebol, pelas 15 horas, iniciou-se o jogo entre o nosso C.C.D. de Quintos e a A. J. de Brinches. Como diziam os nossos adeptos mais velhotes, foi o reviver de um derby dos anos 50 e talvez para eles o recordar dos velhos tempos em que eram os “magos da bola”. Prometemos neste blog, voltar mais tarde a estas “recordações”. Agora vamos reportar-nos apenas ao jogo.
O C.C.D Quintos apresentou a seguinte equipa:
12- Mateus; 15- Daniel Silva; 3- Carlos Silvestre; 4- Filipe Felizardo; 5- David Ralha (João Vaz aos 40’; 6- Manuel Gonçalves (Bina)- Capitão; (António Carlos aos 65’); 7- Daniel Medeiro (João Ralha aos 70’); 22- João Bento; 9- Paulinho (Ismael aos 55’); 11- Aurel Pop (João Bicho aos 50’); 17- André Mestre (Marco Santos aos 40’).
Suplentes: 2- João Vaz; 8- João Ralha; 10- Marco Santos; 16- Ismael; 18- José Bicho; 19- António Carlos.
Apitou o jogo uma equipa de arbitragem vinda de Portimão, que por pena nossa não ficámos com a identificação completa, mas da qual fazia parte um dos bons ex-árbitros dos Campeonatos Nacionais de Futebol da 3º e 2º Divisão, Sr. Orlando Caracol.
O jogo teve o seu inicio com um período que podemos considerar como de estudo mutuo, em que talvez a equipa do Brinches tenha tido uma ligeira superioridade no centro do terreno, muito por acção dos seus jogadores nº10 e nº6 e algum desacerto na marcação ou falta de identificação táctica dos médios da nossa equipa. Embora este aspecto fosse visível, a nossa equipa não deixou de ser sempre  a mais perigosa, com transições rápidas e procura das alas, de onde surgiram alguns cruzamentos e a conquista de pontapés de canto (6) que resultaram em situações perigosas finalizadas quase sempre pela nossa equipa. Destaca-se neste aspecto o nosso ponta de lança Aurel que bem tentou a sua sorte, embora sem êxito. Estas situações tornaram-se mais evidentes a partir dos 15 minutos, altura em que a nossa equipa assumiu definitivamente o controlo do jogo. Deve dizer-se que o Brinches nunca deixou de tentar a sua sorte, tendo-nos criado também alguns problemas na bolas paradas, especialmente em alguns cantos.
Assim chegámos ao intervalo com um zero a zero que apesar de alguma superioridade da nossa equipa, embora só mais evidente nas situações de finalização criadas, não deixa de premiar a competitividade e postura demonstrada pelo nosso adversário.
RESULTADO AO INTERVALO: C.C.D.QUINTOS- 0 / A.J.BRINCHES- 0
No inicio da 2ª parte e no sentido de aproveitar um dos sectores que tinha demonstrado mais dificuldades no adversário, alterámos toda a ala esquerda com a entrada do João Vaz e do Marco Santos. Tornámo-nos mais perigosos e as situações de golo/finalização continuavam a aparecer embora a finalização não fosse a melhor, muitas vezes por culpa de alguma falta de “frieza”. Este empolgamento na procura do golo poderia ter-nos custado muito caro, pois cerca dos 52’ e após um canto a nosso favor, fomos surpreendidos numa situação de contra-ataque, onde o Brinches apareceu com 3 jogadores contra um, mais o guarda redes, não finalizando apenas por falta de sorte do seu avançado ou talvez pela maturidade do nosso guarda-redes (Mateus), que soube sair muito bem, levando o avançado adversário, para seu desespero a falhar o golo. Nesta altura já tínhamos apostado numa postura mais ofensiva, com uma ligeira alteração táctica da equipa, que com a entrada imediatamente a seguir do Ismael, (num dia daqueles “sim”) acabou por fazer pender a balança definitivamente a nosso favor. O jogo passou a desenrolar-se quase sempre no meio campo adversário e aos 60’ na sequência de mais um canto, apontado do lado esquerdo do nosso ataque pelo Marco Santos, o Ismael apareceu de cabeça, no limite da pequena área a finalizar com êxito e a dar assim justiça ao resultado, num bonito golo. Não baixámos os braços, e sempre respeitando a equipa que tínhamos pela frente e lembrados do susto apanhado, continuamos na procura do 2º golo, que nos desse algum descanso. Tal veio a acontecer, 5’ após o 1º golo, numa jogada de envolvência em que a bola, rematada para a baliza pelo Ismael, é interceptada com a mão pelo defesa do Brinches. Marcada a grande penalidade, a mesma foi finalizada pelo Daniel Medeiro, não dando hipóteses ao guardião adversário. Podíamos agora enfim, gerir um pouco o esforço e o resultado. Mas não foi isso que aconteceu! Continuámos a controlar o jogo , a atacar e a procurar o golo estando o Ismael  outra vez perto de o conseguir. Talvez nesta atitude tivesse estado também parte da  responsabilidade na vitória. Na parte final do jogo assistimos a uma reacção do Brinches que procurou o tento de honra embora sem criar situações flagrantes para tal.
No global fizemos um jogo muito razoável e responsável , em que todos os nossos jogadores estiveram a um bom nível, mas onde não podemos deixar de salientar o “Isma” que entrou “com tudo”. Tu mereces e não te esqueças de continuar assim campeão. Foi um bom inicio de campeonato para a nossa equipa, que esperamos, se mantenha no próximo fim de semana, naquele que é o reatar de um derby, que em termos oficiais não se realiza desde os anos 90.
O adversário também merece aqui uma palavra, pela dignidade e competitividade colocada no jogo. Bem vindos ao INATEL e bom campeonato.
Quanto à equipa de arbitragem, esta também esteve no global muito bem, não havendo lances polémicos que pudessem pôr a sua actuação em causa.
RESULTADO FINAL: C.C.D.QUINTOS- 2 / A.J.BRINCHES-0